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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Desert Flower - A flor do deserto


"A flor do deserto" foi um filme que me impressionou, não só pela triste história da modelo somali Waris Darie, mas pelo lindo e emocionante desempenho da atriz Liya Kebede.

Waris foi uma, entre milhares de vítimas do ritual de circuncisão. 
Prática comum nas mulheres em países da Africa e Asia, a cincuncisão é uma operação "cirúrgica" que consiste na retirada do hímen, lábios internos e externos com uma faca, e em seguida a vagina é costurada, restando somente um pequeno buraco para que a moça consiga fazer suas necessidades.

Mas apesar da expressão "cirurgia", a cirncuncisão é feita sob as mais precárias condições, que por consequência, muitas jovens morrem por infecção interna logo após a prática ou no momento do parto, devido ao estado no qual sua vagina fica devido a prática.

A explicação para o ato brutal, seria, a de que se uma mulher não passasse pelo ritual (que geralmente acontece quando a menina tem somente 5 anos de idade), ela não é digna e pura, é expulsa de casa pelos próprios pais, passando assim, a ser considerada prostituta pelo resto da vida em seu país.

E Waris usa de sua fama e popularidade como modelo para que todo o mundo conheça o absurdo ritual e que este acabe, escrevendo livros e artigos pelos quais já ganhou diversos prêmios.
Em 1997, ela foi nomeada Embaixadora da ONU contra "A mutilação de órgãos femininos", e em 2002, Waris fundou em Viena, na Austria, a "Fundação Waris Darie" que visa alertar sobre os perigos da prática. 

Apesar de já ter lido o livro há muito tempo atrás, ainda não tinha visto o filme mas sabia que precisava assistir.
Fiquei triste e impressionada com a história de Waris, mas ao mesmo tempo, senti orgulho por sua coragem e força, ao se expor do jeito que se expôs ao mundo, pelo dever de fazer com que o ritual de circuncisão seja banido afim de evitar com que outras meninas/mulheres sofram como ela sofreu.

Sem parecer clichê mas já parecendo, o que me passou pela cabeça foi que nós, da sociedade classe média - média alta - Ocidental, nos preocupamos e sofremos demais com coisas que perto disso não tem a menor importância.
 
Mas a verdade é, que sempre terá alguém mais feio que você, mais pobre que você ou com uma história mais triste que a sua pra contar.

Assistam ao trailer do filme aqui.

Fotos: Reproducão



Capa do livro "Flor do deserto"

Sim, Waris é uma flor

Com Liya Kebede, que interpretou Waris no filme

Um rosto perfeito

Com seu filho Aleeke

sexta-feira, 9 de julho de 2010



Tem tempo que não passo por aqui.
Como uso este lugar mais para desabafo (tanto do passado, quanto da vida cotidiana), uma espécie de terapia, devido a uma crise, ou a um sentimento de recolhimento, talvez não me desse vontade de escrever aqui for a while.... Vai saber....coisas da vida...

Mas para essa volta, com o intervalo de 2 meses mais ou menos....gostaria de falar de uma mulher cuja identificação rolou de imediato.

A foto acima é de Rie Ramussen. Dinamarquesa, tem uns 32 anos e antes de tudo, mulher linda, criativa e corajosa.
Participou de alguns filmes como roteirista e atriz. Mas o que fez a bela bombar de fato, foi a participação no clássico erótico de Brian de Palma, Femme Fatale. O que logo em seguida, levou Rie a mostrar seu rosto (e corpo), para grandes campanhas como Gucci, e a desfilar para nomes como D&G, Yves Saint Laurent e Donna Karan.

Rie, que é da capital, Copenhagen, gravou seu primeiro filme como roteirista, produtora e diretora, chamado HUMAN ZOO , que foi selecionado para o Festival de Berlin em 2009. O filme é baseado no drama de sua irmã, adotada e vietinamita, lutando para obter sua cidadania, tendo como cenário, o conflito no Kosovo.

Mas além de Moda e Cinema, essa mulher sabe diversificar. Ultimamente tem mostrado seu lado artístico através de pinturas em óleo sobre telas, onde celebra as formas da natureza humana dando sempre um tom erótico. Eu disse que ela era realmente inspiradora!!

Rie lançou um livro de Arte e Fotografia Grafiske Historier ou Graphic Tales. Suas melhores fotos foram publicadas nas revistas Vogue, French Vogue e Vs.

Eu disse que esse post seria uma espécie de renascimento?
Ta ai, quem souber mais coisas interessantes sobre le muse, please é só escrever que ficarei bem feliz.

Nhac.

Em seguida, fotos de Rie e um de seus provocadores sckechts. Have fun.






quarta-feira, 3 de março de 2010

Vamos falar de Edie Segdwick?





Edie foi uma das musas de Andy Wahrol no auge de sua Factory durante os anos 60 em NYC. As pessoas eram loucas, os tempos eram outros, ainda havia muita coisa a ser descoberta e isso certamente devia trazer um sentimento constante de adrenalina - quero viver tudo rápido - da maneira mais intensa possível.

E Edie chegou exatamente neste instante, onde o espaço para coisas novas na moda e no comportamento ainda era grande, e a sensação de liberdade maior ainda.

A menina de 20 e poucos anos chegou chegando, e soube marcar presença. Brincos enormes sendo usados com boinas de oncinha e colant de dança se transformando em peça de roupa do dia-a-dia.

Esses foram só alguns dos legados que Edie deixou. Pois a menina dançante foi embora cedo demais. Não vou contar. O objetivo deste blog não é esse. Contar como as coisas aconteceram tem aos montes na internet, é só procurar.

Agora, um filme emocionante que ajuda a entrar no mundo Oldies Pop Art, é sem dúvida Factory Girl. Sienna Miller interpreta Edie de uma forma surpreendente e bastante real.
Um de meus filmes preferidos. Assistam e vejam porquê.